sábado, 14 de junho de 2008

A minha Sexta-feira, 13

Pois que a pessoa decidiu sair de casa cedinho, para ter tempo para descobrir onde era o festival e ver Seether e Kid Rock antes dos Disturbed...
Pois que a pessoa chega ao recinto, apresenta-se para levantar o bilhete, entrega a prova de compra online e pedem-me o cartão de crédito com que paguei o bilhete ou algum tipo de identificação.... Eu só grito interiormente: PUTA QUE PARIU! Quem é que no seu perfeito juízo leva um cartão de crédito a um festival? E aqui neste país nunca me tinham pedido a puta da identificação!
Claro que não tinha nada comigo! E o festival não era exactamente ao virar da esquina! Demorei 90min de autocarro para chegar lá! Eu só pensava que ia perder Disturbed! Vai de ligar à amiga para me trazer as coisas e um casaco (porque estava um frio do caraças)! Vai de entrar num autocarro e encontrar-me com ela a meio caminho.
Vai de voltar ao recinto, para descobrir que o palco principal ficava no cu de Judas, tive que andar quase meia hora para lá chegar! Resultado: perdi Seether!
Quando já estava preparadinha para ouvir Kid Rock, a organização dá a bela notícia que o miúdo do Rock estava doentinho e teve que ir para o hospital. A reacção generalizada foi de alegria... Sinceramente o Kid Rock não se integrava muito bem num festival de metal.
Eu fiquei contentinha com a notícia seguinte, de que os Disturbed tocariam durante mais tempo para compensar a ausência do Kid Rock.
Lá entram os gajos no palco, muito mais cedo do que o planeado, com o David Draiman disfarçado de Hannibal Lecter, máscara e colete de forças e partir daí foi enjoy, cantar, mexer a cabeça e um pézinho. Tocaram 2 músicas do novo cd e o resto foram os clássicos.
Depois dos Disturbed, fui dar um passeio pelo recinto que era enorme, comer um saudável burguer, beber um igualmente saudável batido de mango, espreitar os palcos secundários (apesar de não conhecer nenhum dos grupos), andar numa das cenas da funfare, ver uns malucos a fazer cambalhotas em cima de motos ou mesmo a largá-las completamente, e basicamente foi isso.
Senti-me um pouco deslocada no meio da multidão:
- não estava a consumir litro atrás de litro de cerveja,
- não estava a enrolar nem a fumar cigarros (mas fartei-me de levar com bafos),
- não estava vestida nem maquilhada à goth,
- não estava imunda da cabeça aos pés,
- não tinha dezenas de piercings e tatuagens,
- não tinha cabelo rosa, azul, verde, laranja nem preto azulado (Goth!!),
- não tinha decotes até ao umbigo nem hot pants a mostrar as nalgas.
E fora de contexto, apercebi-me que só vi um indiano no meio de milhares de pessoas (isto porque estou a viver numa cidade em que 30% da população é indiana, por isso estou mais que habituada a ver dezenas todos os dias). Penso que não gostam de metal, não tem aquele som melodios das cítaras, flautas, vinas nem tablas...

2 murmúrios:

Deda 14 de junho de 2008 às 08:00  

O nome do teu blogue faz-me lembrar o título de um romance de Lídia Jorge, "A Costa dos Murmúrios"

Deda 14 de junho de 2008 às 08:01  

E eu gosto muito de ambos, o que quer dizer que isto é um elogio.