segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Vizinhos: Esses monstros!

Às vezes tenho medo de ir para casa... Não é receio, é pavor mesmo.
Porque quando vou para casa, quero o meu espaço seguro, o meu canto, a minha redoma, onde estou só eu e mais ninguém lá dentro!
Mas os vizinhos? Os vizinhos estragam tudo isso!
Primeiro, é "Bom Dia" ou Boa Noite" por pura e elementar educação.
Depois passa para um "Tudo bem?", novamente por educação.
A seguir aparece a gatinha e eu só digo "Ó que gatinho tão giro!" e aí entorna-se o caldo, já fico a saber a história toda desde que a gata deixou de mamar até à malha que levou ontem por cagar no chão, passando pela gastroenterite que a gata teve o mês passado.
Passa a contar também a história toda da filha, desde antes de ser concebida até ao piolho enorme e preto com que ela chegou a casa!
Sem saber como, já dou por mim a ouvir todas as queixas que ela tem do marido, da família, do trabalho, dos outros vizinhos. Eu entendo que algumas pessoas precisem de falar, desabafar, mas acho que não é normal fazerem isso com uma pessoa que acabaram de conhecer, certo?
Juro que ela faz esperas! Ela deve ouvir quando abro a porta principal e vai para o corredor, fingindo (as mulheres fingem muito) que anda a perseguir a gata para ter alguém com quem falar.
Conclusão: em vez de chegar a casa às 19h30, entro na minha porta às 22h00!! E em minha defesa tenho a dizer que eu não sou a pessoa mais social, sociável do mundo! Eu vivo muito bem sozinha! Eu sou uma ilha na ilha!
Eu não tenho pachorra para estas coisas, mas também não sei como parar, como interrromper aquele ladrada toda (palavra muito madeirense), porque como algumas pessoas já me disseram: Nem para salvar a minha vida se eu sei mentir.

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